Semace atua no resgate de animais silvestres mantidos irregularmente em Chorozinho

21 de maio de 2026 - 15:05

Ação integrada com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente retirou do cativeiro uma arara-vermelha e dois macacos-prego, que serão encaminhados para avaliação e cuidados técnicos

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) atuou no resgate de três animais silvestres mantidos irregularmente em uma residência na zona rural de Chorozinho, município da Região Metropolitana de Fortaleza. A ação foi realizada na última segunda-feira (18), em parceria com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), após solicitação encaminhada ao órgão ambiental.

Durante a diligência, as equipes identificaram uma arara-vermelha (Ara chloropterus) e dois macacos-prego (Sapajus libidinosus), espécies da fauna silvestre nativa. Os animais não possuíam documentação que comprovasse origem legal, o que motivou a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.

Animais passarão por avaliação técnica

Mais do que a retirada dos animais do local, a atuação teve como objetivo garantir que eles passem a receber avaliação técnica adequada e possam seguir para os cuidados necessários. A partir da apreensão, os espécimes devem ser encaminhados para acompanhamento especializado, etapa fundamental para avaliar as condições clínicas, nutricionais e comportamentais de cada animal.

De acordo com a equipe de fiscalização da Semace, no momento da vistoria não foram identificados sinais aparentes de maus-tratos. No entanto, a ausência de sinais visíveis não elimina a necessidade de avaliação técnica posterior, já que animais silvestres mantidos fora do ambiente natural podem apresentar alterações decorrentes de alimentação inadequada, manejo incorreto ou restrição de comportamento.

No caso da arara-vermelha, foi observado que o animal permanecia solto no quintal da residência, utilizando árvores como poleiro. Ainda assim, a equipe destacou a necessidade de avaliação especializada para verificar possíveis limitações, como alterações na capacidade de voo.

Já os macacos-prego estavam em um recinto de aproximadamente 2 m², com condições de limpeza consideradas adequadas no momento da fiscalização, mas sem estrutura compatível com as necessidades naturais da espécie.

A Semace reforça que manter animais silvestres sem autorização é uma prática irregular e pode comprometer tanto o bem-estar dos animais quanto o equilíbrio ambiental. A fauna silvestre exerce papel essencial nos ecossistemas, contribuindo para processos naturais como dispersão de sementes, controle populacional de outras espécies e manutenção da biodiversidade.

A ação resultou na lavratura de auto de infração ambiental e na formalização da apreensão dos animais. A responsável pelo imóvel foi conduzida à delegacia competente para os procedimentos legais relacionados à apuração de crime ambiental.

Orientação à população

O órgão orienta que a população não adquira, mantenha ou comercialize animais silvestres sem autorização. Em situações de identificação de animais mantidos irregularmente, a recomendação é acionar os órgãos ambientais ou policiais competentes, para que o resgate seja realizado de forma segura e técnica.

A Superintendência destaca ainda que animais silvestres não devem ser tratados como animais domésticos. Mesmo quando aparentam estar adaptados ao convívio humano, eles possuem necessidades específicas de alimentação, espaço, comportamento e saúde, que só podem ser avaliadas por equipes especializadas.

Saiba mais

Denúncias ambientais podem ser registradas de forma online, pelo site oficial da Semace, na opção “Denúncia Ambiental”, ou pelo aplicativo Semace Digital, disponível para dispositivos móveis.

Para contribuir com a apuração, o cidadão deve informar o máximo de detalhes possível, como localização da ocorrência, ponto de referência, descrição do caso e, quando houver, fotos ou vídeos. Após o registro, é gerado um número de protocolo para acompanhamento da demanda.