Semace destaca avanços no licenciamento e na gestão ambiental durante evento do setor eólico
6 de maio de 2026 - 11:08
Rivaldo Gadelha - Ascom Semace - Texto / Daniel Calvet - Fotos

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) participou, nesta terça-feira (5), do Diálogo CE, promovido pela Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), em Fortaleza. O evento reuniu investidores, representantes do poder público e especialistas para discutir perspectivas, desafios e avanços do setor no Brasil.
Na abertura, a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, destacou a importância do diálogo entre instituições e investidores para o desenvolvimento do setor. “A ideia é discutir as perspectivas dos projetos, os principais desafios e as lacunas na visão do investidor e das instituições, para otimizar o uso dos recursos e trabalhar de forma ampliada o conceito de sustentabilidade, incluindo aspectos ambientais, sociais e de longo prazo”, afirmou.

Segurança no licenciamento ambiental
Representando a Semace, o diretor de Controle e Proteção Ambiental, Ulisses Costas, participou do painel sobre a Lei Geral de Licenciamento Ambiental e seus desafios na implementação estadual.
Durante a apresentação, o gestor destacou a necessidade de fortalecimento técnico dos órgãos ambientais. “Há um nível de incerteza tanto para o órgão quanto para o empreendedor. No saldo final, acredito que a lei é positiva, mas é fundamental que os órgãos se apropriem tecnicamente da temática para tomar decisões bem fundamentadas”, afirmou.

Segundo ele, a legislação traz avanços na organização dos processos. “A lei construiu um sistema de enquadramento mais organizado e previsível, o que contribui para maior clareza e padronização no licenciamento ambiental”, pontuou.
Monitoramento contínuo e novas tecnologias
No terceiro painel, o fiscal ambiental Auricélio Lima apresentou a experiência da Semace no monitoramento de ruídos em empreendimentos eólicos.
“Vamos compartilhar como está a situação do monitoramento de ruídos provocados por aerogeradores, evidenciando casos e apontando o que ainda precisa ser aprimorado para a tomada de decisão no licenciamento e no monitoramento ambiental”, explicou.

Ele também destacou a atuação conjunta com órgãos de controle. “Esse tipo de avaliação envolve diferentes instituições e exige rigor técnico para assegurar decisões consistentes”, completou.
Já o gerente de licenciamento da Semace, Waslley Pinheiro, participou do painel sobre data centers, abordando os desafios do licenciamento dessa atividade no Estado.
“A Semace tem se preparado com a elaboração de instruções normativas, resoluções e definição de procedimentos. É uma atividade relevante para o desenvolvimento do Estado, mas que também exige análise técnica diante dos impactos ambientais”, afirmou.

A programação incluiu debates sobre licenciamento ambiental, monitoramento de impactos, inovação tecnológica e novos modelos de desenvolvimento energético, reunindo representantes de diferentes setores para o intercâmbio de experiências e alinhamento institucional.