Semace, Conpam e Cagece promovem coletiva com imprensa

5 de agosto de 2011 - 16:16

05/08/2011

Na manhã desta sexta-feira (05), representantes da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), promoveram uma coletiva com a imprensa cearense que teve como objetivo esclarecer questões relativas a atual situação ambiental do Parque do Cocó e seu entorno.

No evento estiveram presentes o superintendente da Semace, José Ricardo Araújo, o presidente do Conpam, Paulo Henrique Lustosa, o diretor de operação da Cagece, André Facó, a diretora de fiscalização e o gestor ambiental da Semace, Elisabete Romão e Lincoln Davi. Na ocasião, a Semace e a Cagece explanaram sobre as ações realizadas pelos órgãos naquela região.

De acordo com Lustosa, o evento foi motivado por uma necessidade de explicar a toda sociedade cearense sobre fatores considerados influenciadores na queda de árvores no Parque do Cocó, unidade de conservação gerenciada pelo Conpam. “A ação de promover a coletiva nasceu através da constatação da mortandade de árvores ocorridas no parque”, disse o titular do Conpam que afirmou também ser uma preocupação do Governo do Estado trabalhar para manter a preservação do local.

Durante o evento, André Facó fez uma apresentação sobre modelagem da qualidade das águas costeiras de Fortaleza. Na oportunidade, ele ressaltou algumas ações da Cagece em prol de minimizar impactos ambientais.

Lincoln Davi explanou sobre monitoramentos das fontes poluidoras do Rio Cocó, trabalho elaborado pela Gerência de Análise e Monitoramento (Geamo) da Semace, referente ao período de agosto de 2009 a maio de 2011. A atividade tem como base a Resolução 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes.

Ainda segundo Lincoln, efluentes domésticos e lixo provenientes da ocupação desordenada da população em área de preservação permanente (APP) são os principais fatores que contribuem para a poluição do Rio Cocó. Para o gestor ambiental, esses fenômenos acrescidos do “efeito de borda”,  evento ecológico que acarreta desequilíbrio local, podem influenciar na queda das árvores.

Ao final, Elisabete Romão, da diretoria de fiscalização da autarquia, falou sobre o trabalho dos fiscais ambientais para preservar e coibir degradações no parque e em seu entorno. “Nós estamos tentando trabalhar para ampliar nossa capacidade de atendimento”, afirmou a diretora de fiscalização da Semace. Elisabete finalizou enfatizando sobre a pretensão do setor, em uma etapa subsequente, de notificar imóveis que estejam em desacordo com a legislação.


Ana Luzia Brito
Assessoria de Comunicação