Semace participa de fórum sobre economia circular e destaca uso de geodados na Caatinga

30 de março de 2026 - 15:57

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) participou do 3º Fórum Nordeste de Economia Circular, em Fortaleza, com destaque para o debate sobre o uso de geodados na formulação de políticas públicas voltadas ao bioma Caatinga.

A participação ocorreu no painel “Caatinga Viva: Geodados, Território e Resiliência Climática”, realizado na quinta-feira (26), que reuniu especialistas para discutir a contribuição dos dados territoriais para a resiliência climática e o planejamento ambiental no Semiárido.

Representando a Semace, a procuradora autárquica Luciana Barreira destacou a importância dos geodados na construção de políticas públicas alinhadas às realidades do território. “Os geodados ajudam a mostrar a situação da Caatinga, permitindo que as políticas públicas sejam elaboradas de forma mais segura e de acordo com o que o território realmente precisa”, afirmou.

Segundo a procuradora, esses dados são produzidos a partir de diferentes fontes, incluindo pesquisas científicas, relatórios institucionais e a vivência das populações locais. “São dados do território, não apenas geográficos, mas também biológicos, que ajudam a orientar tanto a pesquisa quanto a formulação de políticas públicas”, explicou.

Durante o painel, Luciana também apresentou experiências desenvolvidas no âmbito da Semace e de sua atuação acadêmica, com foco na proteção jurídica da Caatinga. Nesse contexto, destacou o Grupo de Trabalho (GT) de Recaatingamento, iniciativa construída de forma interinstitucional e apresentada em agenda internacional do clima.

“A partir desses dados, foi possível estruturar o projeto de Recaatingamento, com base em informações do território e na necessidade de recuperação de áreas degradadas, especialmente em pequenas propriedades rurais”, ressaltou.

O projeto reúne órgãos estaduais e entidades da sociedade civil e tem como objetivo promover a recuperação ambiental da Caatinga, com base em dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outras fontes territoriais, direcionando ações para áreas com passivos ambientais e maior necessidade de intervenção .

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e possui relevância socioambiental e climática, abrigando cerca de 32 milhões de pessoas e apresentando elevada capacidade de captura de carbono . Nesse contexto, o uso qualificado de dados contribui para o monitoramento ambiental, o planejamento territorial e a conservação dos recursos naturais.