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Para marcar o Dia Internacional em Defesa do Ecossistema Manguezal, comemorado em 26 de julho, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) participou de uma reunião entre instituições públicas, organizações não-governamentais, lideranças comunitárias e jovens num ato simbólico de mutirão de limpeza no mangue do rio Ceará. O momento foi de renovar o compromisso de luta pela proteção dos manguezais cearenses. O encontro ocorreu ontem, em Caucaia, sob a ponte do bairro Parque Leblon, reunindo cerca de 25 pessoas.
A ação começou com um abraço simbólico, seguido de uma ciranda acompanhada pela banda Brigada da Natureza, do Sesc Iparana. Os representantes das instituições conversaram com a população sobre a importância do mangue e sua preservação. A Semace foi representada pela gerência da Área de Proteção Ambiental (APA) do Estuário do Rio Ceará. A gerente Vanessa Mariano distribuiu folhetos informativos sobre o ecossistema manguezal e sobre a APA. Outros parceiros orientaram os moradores sobre a prevenção contra a dengue.
Segundo Vanessa Mariano, o grupo firmou um acordo para a preservação do mangue e o uso sustentável da área. A população se comprometeu a colaborar evitando jogar lixo no local, a Prefeitura de Caucaia se propôs a garantir a coleta regular de lixo e a Semace deve dar continuidade às ações de educação ambiental. Participaram do ato a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), a unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Iparana, o Instituto de Meio Ambiente de Caucaia (Imac), o Ponto de Cultura Maria Vem com as Outras, o grupo de extensão Mangue Vivo da Universidade Federal do Ceará, além de lideranças comunitárias, surfistas da região etc.
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O Dia Internacional em Defesa do Ecossistema Manguezal foi estabelecido no ano 2000, em data significativa para o movimento latinoamericano em defesa dos manguezais em homenagem ao ativista do Greenpeace, Hayhow Daniel Nanoto, que morreu enquanto participava de um protesto em 1998. A relevância socioambiental do mangue se deve à sua função ecológica, econômica e cultural como ecossistema costeiro, berçário de espécies marinhas, zona de amortecimento contra desastres naturais, fonte de alimentação e abrigo de diversas espécies da fauna e da flora. Além dos aspectos naturais, as populações que vivem próximas a esses ambientes desenvolvem tradições específicas.
A redução das áreas de manguezal vem diminuindo a biodiversidade e alterando a qualidade da água, fato que compromete a manutenção dos estoques de espécies e provoca desestabilização costeira, erosão e perda da proteção contra inundações. Tais fatores prejudicam a subsistência de comunidades tradicionais da zona costeira.
Assessoria de Comunicação da Semace
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